quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Sobre voltar...

 Durante o período da gravidez, e, principalmente no puerpério, me perdi de mim... Esquecimentos, medo, insegurança, tudo invadiu minha mente, minhas ações e fiquei irreconhecível.

Olhar para si mesma e sentir - se frágil, dependente e indefesa tendões responsabilidade de nutrir e cuidar de um outro ser totalmente único e desconhecido foi assustador. 

A fase durou e ainda não passou totalmente, trouxe mudanças permanentes que com certeza serão relatadas aqui em momento oportuno, mas também me fez perceber o que é permanente. 

Hoje consegui sair com a minha pequena e Resolver pendências que só de pensar em fazer me traziam temor. Hoje pude sentir novamente a satisfação de realizar coisas e não esquecê-las, como tantas vezes aconteceu. Hoje estou voltando para casa mais eu, e com minha pequena dormindo tranquilamente nos meus braços penso: vamos dar conta e nos divertiremos no processo porque viver é o melhor presente de todos. Duas mulheres improváveis cuidando uma da outra. 





quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

A distância

 Estar longe do meu filho têm sido difícil, triste, solitário... Não por eu estar realmente só mas sua ausência me toca intensamente todos os dias... 


Pensando a maternidade

 Hoje aos 42 anos de idade tenho uma filho com 15 anos, que está distante fisicamente, por razões que em outro momento descreverei por aqui e tenho uma filha com apenas 10 meses de idade, gerada e nascida em tempos da pandemia COVID 19.

Têm sido uma jornada única, rica, dolorida e satisfatória em vários sentidos... Seu nascimento inaugura um novo tempo, um marco, um novo nascimento para mim através dela, da convivência com e por ela. Nesse novo tempo tenho aprendido a ir mais devagar... Observar... 

Tenho aprendido também a desfrutar do momento presente, a lidar com mais limitações de minha parte, aprendendo a lidar com a confusão mental, o falar inseguro e muitas vezes gaguejado... A dificuldade para organizar as palavras...

Mas estar com ela, têm revelado um jeito de viver a vida que eu havia esquecido na infância e que retomo agora. A capacidade de estar aberta e livre para vida, de me encantar novamente com os variados verdes da natureza, o canto dos pássaros, poder abraçar uma árvore e me reconectar com o Criador...

A maternidade é uma dádiva, uma benção, um privilégio e espero ser capaz de vivenciar cada fase dessa nova vida de forma plena, inteira e intensamente.